A CASA na manhã
com a verdade revolta
de lençóis e plumas, a origem do
dia
sem direção, errante como uma
pobre barca,
entre os horizontes da ordem e do
sonho.
As coisas querem arrastar
vestígios,
aderências sem rumo, herança
frias,
os papéis escondem vogais
enrugadas
e na garrafa o vinho quer
continuar seu ontem.
Ordenadora, passas vibrando como
abelha
tocando as regiões perdidas pela
sombra,
conquistando a luz com tua branca
energia.
E se constrói então de novo a
claridade:
obedecem as coisas ao vento da
vida
e a ordem estabece seu pão e sua
pomba.