COM LOUREIROS do
Sul e orégão de Lota
cinjo-te a coroa, pequena monarca
de meus ossos,
e não pode faltar-te essa coroa
que elabora a terra com bálsamo e
folhagem.
És, como o que te ama, das
províncias verdes:
de lá trouxermos barro que nos
corre no sangue,
na cidade andamos, como tantos,
perdidos,
temerosos de que fechem o
mercado.
Bem-amada, tua sombra tem olor de
ameixa,
teus olhos esconderam no Sul suas
raízes,
teu coração é uma pomba de
alcanzia,
teu corpo é liso como as pedras
na água,
teus beijos são cachos com
orvalho,
e eu a teu lado vivo com a terra.