És um cavalinho de greda negra, um
beijo
de barro escuro, amor, papoula de
greda,
pomba do crepúsculo que voou nos
caminhos,
alcanzaria com lágrimas de nossa pobre
infância.
Moça, conservaste teu coração de
pobre,
teus pés de pobre acostumados às
pedras,
tua boca que nem sempre teve pão ou
delícia.
És do pobre Sul, de onde vem minha
alma:
em seu céu tua mãe segue lavando roupa
com minha mãe. Por isso te escolhi,
companheira.