PELAS
MONTANHAS vais como vem a
brisa
ou a corrente
brusca que baixa da neve
ou melhor tua
cabeleira palpitante confirma
os altos
ornamentos do sol na espessura.
Toda a luz do
Cáucaso cai sobre teu corpo
como numa
pequena vasilha interminável
em que a água
se muda de vestido e de canto
a cada
movimento transparente do rio.
Pelos montes
o velho caminho de guerreiros
e embaixo
enfurecida brilha como uma espada
a água entre
muralhas de mãos minerais,
até que tu
recebes dos bosques de repente
o ramo ou o
relâmpago de umas flores azuis
e a insólita
flecha de um aroma selvagem.