Sei que existes não só porque teus
olhos voam
e
dão luz às coisas como janela aberta,
mas porque de barro te fizeram e
cozeram
no Chile, num forno de adobe
estupefato.
Os seres se derramam como ar ou água
ou frio e
vagos são, se apagam ao contato do
tempo,
como se antes de mortos fossem
fragmentados.
Tu cairás comigo como pedra na tumba
e
assim por nosso amor que não foi
consumido
continuará vivendo conosco a terra.