Ninguém
detém o rio de tuas mãos,
os olhos
de teu sonho, bem-amada,
és tremor
do tempo que transcorre
entre luz
vertical e sol sombrio,
e o céu
fecha sobre ti suas asas
levando-te
e trazendo-te a meus braços
com
pontual, misteriosa cortesia:
por isso
canto ao dia e à lua,
ao mar, ao
tempo, a todos os planetas,
a tua voz
diurna e a tua pele noturna.