ESPLÊNDIDA
razão, demônio claro
do cacho absoluto, do reto
meio-dia,
aqui estamos ao fim, sem
solidão e sós,
longe do desvario da cidade
selvagem.
Quando a linha pura rodeia sua
pomba
e o fogo condecora a paz com
seu sustento,
tu e eu erigimos este celeste
efeito.
Razão e amor despidos vivem
nesta casa.
Sonhos furiosos, rios de amarga
certeza,
decisões mais duras que o sonho
de um martelo
caíram na dúplice taça dos
amantes.
Até que na balança se elevaram,
gêmeos,
a razão e o amor como duas
asas.
Assim se construiu a
transparência.