LEVE

 
 
 
É preciso voar à leveza do ar
E plasmar a beleza do mar
Porquanto não sou somente
Um poema inacabado e dormente
Uma lente divisória
Entre o meu passo e a história
De um realismo  acossado
Eu hoje pago as penas do passado
Mas rego todas as experiências visíveis
E todas as vivencias passiveis
De abrir a consciência acima da dor
E daquele medo de descobrir o amor
Sem a cumplicidade de quem seja
A companhia de alguém que veja
O mar e compartilhe a leveza do ar
Nos poros, no ventre e no pensar
Agora eu pego as vendas dos olhos
E atiro ao mar dos abrolhos
Escrevo a vida em meu verso
E concilio meu ser com o universo.
 
Jose Walter
30/08/02