CONFIANÇA INOCENTE

 

 

Será minha alma

Por aí vagando

Meu pensamento inquieto

E minha aparente calma?

Pois, tudo muda e passa.

Quem irá andando

Em infinita graça?

 

Será minha criança irrequieta,

Que brinca, atiça e espeta,

Cutuca a serpente dormindo,

Ou serão folhas da idade caindo?

 

Não sei... Por isso esse vagar.

Essa teimosia sem conta,

Essas tentativas ao buscar,

Mesmo que se fira na afronta.

 

O que será a enfrentar dragões,

Vendavais, tormentas e trovões

E tudo o que vê pela frente

Esta força e confiança inocente

 

Vaga a alma, como um vaga-lume.

Vai com calma e tudo se resume

Ao que se dá a esperança,

Em descansar com plena confiança.

 

WalterBRios

sexta-feira, 23 de junho de 2006

 

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