. . .                         Conheço                         alguém. . .

 

Conheço uma pessoa gentil, coisa rara nos dias de hoje.

Sem ser mágico, parece ser capaz de tirar dos semblantes das pessoas, o riso perdido de sentir-se gente.

Como os coelhos e as cartolas; sabemos que há truques mas não podemos reproduzí-los (existem, mas não sabemos como fazê-los surgir).

Fico inventando reações suas, diante de tais imagens.

Ando vendo estrelinhas nas palavras com que você me brinda.

Imagino-lhe a voz e pressinto que ela me reaviva a sensação que tinha, ao ouvir o sininho da escola das freiras...

Era nossa alegria !

Tinha som de festa !

Quando tocava, nos fazia correr, alegres, para a merenda, ou sérias e orgulhosas, para a missa.

Não tenho o privilégio de conhecer outra pessoa com “mãos que falem”. Não que você gesticule muito (creio que não). Pelo contrário. Mas como falam !

... de amparar !

... de derrubar rochas !

... de mansidão !

... de força !

... de curativos !

... de pescarias !

Falam de afagos ...

Adivinho, dentro da embalagem, preciosa gema...

Dia destes,

               Vou romper os diques,

                Vou chegar à ilha,

                  Conhecer você !
 
 
 

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