Conheço uma pessoa gentil,
coisa rara nos dias de
hoje.
Sem ser mágico, parece ser
capaz de tirar dos semblantes das pessoas, o riso
perdido de sentir-se
gente.
Como os coelhos e as
cartolas; sabemos que há truques mas não podemos
reproduzí-los (existem, mas não sabemos como fazê-los
surgir).
Fico inventando reações suas,
diante de tais imagens.
Ando vendo estrelinhas nas
palavras com que você me
brinda.
Imagino-lhe a voz e pressinto
que ela me reaviva a sensação que tinha, ao ouvir o
sininho da escola das
freiras...
Era nossa alegria
!
Tinha som de festa
!
Quando tocava, nos fazia
correr, alegres, para a merenda, ou sérias e orgulhosas,
para a missa.
Não tenho o privilégio de
conhecer outra pessoa com “mãos que falem”. Não que você
gesticule muito (creio que não). Pelo contrário. Mas
como falam !
... de amparar
!
... de derrubar rochas
!
... de mansidão
!
... de força
!
... de curativos
!
... de pescarias
!
Falam de afagos
...
Adivinho, dentro da
embalagem, preciosa
gema...
Dia
destes,
Vou romper os
diques,
Vou
chegar à
ilha,
Conhecer você !