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O Canto Triste de
Maiakovsky
Do consentido e do
interdito, do desejo e do recato
fez da poesia sua
lavra
nasceu e cresceu
de imediato
da obra-prima a
palavra.
O grande vate
russo que foi só emoção
enlouqueceu a
anatomia
transformando-a em
apenas coração
aquele que do
sofrimento fez alquimia.
Na revolução
encarnava uma tradição assimilada
"a arte não é um
espelho mas um martelo"
os senhores da
situação o privaram de sua amada
pois a matéria da
poesia nem sempre é o belo.
Palavras que põem
em luta
milhões de
versos
sob sua
batuta
os encantos dos
reversos.
Do grande
companheiro de luta e poesia Sierguei
Iessienin
recebeu a elegia:
"Até logo,
companheiro,
Guardo-te no meu
peito e te asseguro:
O nosso
afastamento é passageiro
É sinal de um
encontro no futuro.
Adeus, amigo, sem
mãos nem palavras.
Não faças um
sobrolho pensativo.
Se morrer, nesta
vida, não é novo,
Tampouco há
novidade em estar vivo"
- "Há carência de
tempo:
Precisamos mudar a
vida para
cantá-la.
Para o
júbilo
o
poeta
está
imaturo.
É preciso arrancar
alegria
ao
futuro.
Nesta
vida
morrer não é
difícil.
O difícil é a vida
e seu ofício"
O canto triste de
Maiakovsky na estrada dos lívidos.
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