Soneto ao Amor Exigente

 

Ah! Pudesse eu assim surpresa, por inteiro,

Desvendar em ti, o enigma escondido,

De quem ao ver-me, sente-se surpreendido.

Nesse teu jeito mal havido, corriqueiro.

 

Ter-te verdadeiro, só meu, me assanharia,

Pudesse eu dar asas a meu sonho louco,

Encantar-me-ia e quase não me oponho,

Vendo-te livre, ter-te, satisfazer – me - ia.

 

É todo meu esse jeito de ser franca,

Posso parecer-te fraca mesmo até louca,

Por ser leal a quem não está presente.

 

Não posso calar, tenho que dizer-te:

Sem te decidires, toda lábia é pouca.

Quero ter igual quanto me és exigente.

                                           

                                                 Ieda Cavalheiro

                                            Porto Alegre, 24/05/08. 3h38min

 

 

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Publicado: 06.02.2003  Última atualização:  15.06.2008  

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