Eu e a Poesia

Helô Abreu

Ouvi dizer que meus versos não têm sentido!
Que correm como a água parada de um lago
Rolando de um lado para outro
Que seu destino é ficar estagnado
Talvez tenham razão e achem que não têm significado...
Que me importa o que pensam de minha palavras?
Que me importa que julguem minha poesia como falsa?
Que me importa que não encontrem nela nenhum encanto?
Apenas importa que minha poesia não são palavras...
Minha poesia são sentimentos libertados ao vento...
Palavras são o que olham, sentimentos são o que sentem!
Escrevo tão somente para materializar meu coração,
Não escrevo para ser louvada ou sequer honrada!
Tal como uma abelha busca seu pólen para sua necessidade,
Eu busco poesia para conhecer a mim...
Tal como uma inconsciente busca sua vida sem saber porquê,
Eu sou inconsciente daquilo que pensam de minha poesia!
Escrevendo me vou desvendando, me vou conhecendo!
Cada verso que escrevo é um pedaço de minha vida...
Se fazem sentido? Não tenho intenções de o saber...
Para mim são sinceros e puros, isso basta-me...
Se fizesse poesia para agradar ao mundo,
Contaria sentimentos alheios a mim, não seria verdadeira...
Seria como um espelho do mundo, reflexo de todos...
Escreveria por todos e não por mim!
Mas, eu faço poesia porque necessito dela,
Faço poesia porque minha vida a revelo em verso,
Faço poesia porque ela é conseqüência de minha vida...
Que importa falar para os outros em versos,
Se é em mim que os sentimentos são libertados?

 

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