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MÁSCARA
Estou aqui neste palco vazio Tão vazio quanto o meu coração. Eu, o palhaço, estou só, Reluto em tirar minha máscara, A máscara esconde minha dor, Esconde quem eu sou.
Todos que me vêem sorridente, Não sabem o que me vai n’alma, É somente máscara[a minha aparente calma.
─ Hoje tem espetáculo? Tem sim sinhô. ─ Hoje tem marmelada? Tem sim sinhô. ─ E o palhaço o que é? É ladrão de muié.
E a mulher que eu queria roubar Não me quer, zomba do meu amor. Portanto riam, riam, riam – Platéia! Vocês nem percebem a minha dor!
Porque eu atrás desta [sorridente máscara [choro sozinho a minha [mágoa sem fim, Pois hoje... Hoje ninguém chora por mim!
(Gonçalves Viana)
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