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BOLOTAS DE PÃO
O café estava amargo e forte como sempre gostei, Porém algo mais amargo agora tinha vez, Trazendo-me à boca um gosto de corte! O miolo do pão – pensativo – em bolotas transformei.
Até meu gato num canto, atento e esquivo, a me observar Pressentindo talvez que algo terrível estava para acontecer. ─ Um silêncio ensurdecedor pairava no ar!
Na sala envolta pela penumbra de um dia que não queria amanhecer, Destacava-se o branco mármoreda mesinha de centro, em cujo centro, apoiado, um papel branco, sujo e rasgado, com aquele hediondo recado: “Cansei, adeus!”
(Gonçalves Viana)
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