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SANTO ANTÔNIO DOS
ANJOS
Giovanni
Leandro
Nascia em Portugal, uma criança de luz, com tamanha vocação, seguiu os passos da cruz, abandonou a riqueza para a caridade abraçar, e ao se tornar sacerdote, teve que seu nome mudar, Fernando era em Lisboa, Antônio para o Mundo inteiro e de Laguna se tornou o Padroeiro. Nessa cidade sua história se espalhou e a Fé do povo, nosso Santo abençoou a Esperança está em seus olhos, hoje o padroeiro está em festa. E vem trazendo o andor, um povo devoto, vem fazer brilhar o céu, que dos anjos só assim diz Nosso Senhor. Dia primeiro rezei e cantei, trezenas a Santo António dos Anjos, em latim treze missas celebramos, no dia treze a Fé se espalha pela cidade, cheia de Fé vem pedir ao Santo. É lindo... É linda a devoção popular, a procissão a passar pela ruas, em cada travessa a noite fica dia com milhares de fogos a iluminar sua passagem, nas sacadas balões todos em branco vem o povo a cobrir. A cidade está em festa, uma festa
de Fé e de muito Amor
enche a igreja da Matriz, que tão cheia de fiéis, explode em luz. As moças da cidade o ano todo esperam, e ficam a rezar para Santo António, para se
poderem casar.
As moças esperam o ano inteiro, para alcançar a graça do Santo Casamenteiro, Santo Antônio dos Anjos. O tempo vai passando e me recordo de suas histórias, histórias estas, que todas as crianças sabem contar para
todos que tiverem um tempo para ouvir.
Eu não me lembro bem, mas é mais ou menos assim .... No ano de 1966 se não me falha a memória, nossa
Igreja estava em reforma e o padre da época
colocou todas as imagens em caixotes individuais para serem levadas para o Rio de Janeiro e serem todas restauradas. No porto um navio á espera das caixas para levar, o navio
esperou até o ultimo caixote ser colocado a bordo, o porto estava cheio de
fiéis, para verem a partida das nossas
imagens.
O tempo
foi passando e o navio não saía e por mais que os motores forçassem o
navio ali ficava, dois dias
se passaram e um senhor de certa idade falou ao padre:Será que é Antônio que não quer ir? E assim foi retirada a imagem de António do navio, e quando a caixote foi aberto o navio começou a se mover, rumo ao seu destino. Em festa
Antônio foi levado
á Matriz e assim lá permanece até hoje. Ano de 1974,houve enchente em laguna, a boca de nossa barra se fechou, as águas tomaram conta de ruas invadindo casas e até mesmo a morada do Senhor, 13 dias
de muita chuva, os rios das cidades vizinhas que desaguam em nossa lagoa
estavam a trazer grandes volumes de águas pois todos em volta
de nossa cidade também sofriam o castigo da chuva, que não
parava mais, o povo esperava que o tempo melhorasse e assim fosse
dinamitada a saída da barra para as águas baixarem.
E ao chegar a noite as águas baixaram por si, e no outro dia, na porta da nossa Matriz, um rastro
de pegadas tinha, areia branquinha da praia, marcas da porta
principal até o altar de Antônio, e seus olhos brilhavam como nunca, pois
seus pés estavam sujos de areia, a mesma areia que estava no chão da
Matriz, e assim tudo foi limpo menos a areia em seus pés.
E de lá pra cá inúmeras graças são alcançadas aos pés de Santo.. Mas o que me deixa curioso mesmo, é que a imagem pesa 23 kg e com o tamanho de 2.10m de altura, todo entalhado de madeira maciça, mas quando chega o dia dele descer do altar e vir para o andor ás vezes 4 homens não conseguem descer ele, mas ele desliza suave ao ser puxado por uma ou duas senhoras, é incrível , pois o ano que Toninho cisma é assim, ele só sai do altar com a pessoa que ele quer e neste dia a Matriz é tomada de fieis só para verem com quem ele vai descer. Eu nunca tentei confesso, mas este ano vou tentar pois já dei o meu nome ano passado e sou o segundo a tentar e se comigo ele descer tenho um bom motivo pra ficar feliz pois em sua terra natal irei morar e sua benção quero levar comigo.. No sábado de manhã Antônio desceu do altar e para minha alegria deslizou suave, puxado por Dona Horiete, Eu, Dona Maria e seu José ... O meu pedido aos pés de Antôno reforcei mais uma vez, pois o amor ele me deu e assim quero conservar até o dia que Deus me chamar.. E assim meus amigos termino este poema misturado com história sobre o padroeiro de Laguna. Santo Antônio dos Anjos. Giovanni Leandro art
final
Paula
Castel-Branco
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