Naquele bar
escuro e enfumaçado
Onde nosso
amor tinha começado
A vitrola
tocava uma música aconchegante
Um vulto me
chamou atenção
Por estar tão
distante
Triste e
agonizante
Numa
das mãos um copo
Na outra um
cigarro apagado
Naquele rosto
marcado
Pelas rugas
do tempo
Uma atração
inexplicável
Tomou conta
de mim
Sentei-me à
mesa, por pena
Ou
curiosidade talvez
Apesar da
minha timidez
Queria saber
quem era aquele homem
Que parecia
sofrer tanto
Sozinho
naquele canto.
Tirei o
chapéu que encobria seu rosto
E para mesmo
desgosto
Ali estava um
homem irreconhecível
Um farrapo
humano
Que apesar de
leviano
Foi o grande
amor da minha vida...