VOA LIBÉLULA

Badu

 

Libélula tão elegante e sem vaidade, não arrancaria

suas asas em um ato de crueldade.

Lembranças de cores que me ferem na saudade,

de nossa cumplicidade de eternas tardes vividas

na simplicidade.

Sem opção de escolha abandonei você, assim...

De um dia e mês,

uma   estação qualquer, um outono talvez.

Quantas cores a refletir seu corpo na luz do sol e

 eu a admirar e indagar,

se tanta beleza poderia existir em qualquer outro lugar.

Despretensiosa me seduziu, em vôos suaves e

 pousos delicados,

nos arbustos e ramagens ou na pele quente de

meu corpo suado,a fitar essa miragem. .

É injuria? Pecado com perdão,  afirmar  que o meu

amor é você! 

Ser enfeitiçado, voar, viver e por um momento ser amado. .

Que convite me faz colorindo minha manhã, ao

chegar toda bela,

não encontrando a saída aprisionando-se na janela.

 Hoje planando  atrapalhada, busca  em meu quarto um amor igual ao que lhe dei outrora,

no qual nunca mais irás ser amada.

Abro essa prisão, lhe dou liberdade para voar!

Deixando em  meu coração a lágrima de saudade

que não escorre no olhar.

Voa libélula assim tão bela, cansada da espera

vem me procurar...

Minhas asas feridas não voam mais, meus olhos

são lembranças de

 um coração que nunca deixou de amar.

     yesbadu@yahoo.com.br

 

 

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Publicado: 06.02.2003  Última atualização:  06.03.2008  

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