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OUTUBRO SEM COR
Badu
Escondeu-se felicidade, ferindo sem maldade, rasurando sol em sépia tintura, face pura em beleza roubada. Assim meio do nada, de lábios casto calou palavras, que não soube indagar um por que. Em pálido esboço trazia no rosto ,sorriso sem graça em
aceno de até depois. Não foi assim tão breve a espera, e a inquietude que dominava impunha incomodo aceitar. Perdera-se entre seus brinquedos, sentindo medo por não saber voar. Rogou na simples prece, outras asas, alvas plumas
não tão belas quanto as dos
anjos. E na discórdia com Deus, só por um dia esqueceu oração. Coração relatou em suplicas e louvor,
cantou a dor pedindo
perdão. Senhor traz pra mim liberdade que a primavera guardou em sonolência. Calendário de inválidos dias, transferindo fases da lua, lá na rua, paisagem nua. Menino dilacerou assombros do silencio, levou entonação em fissura, buscando despertar, no místico mistério. Preces de inacabado mendigar, seu lugar em apagado jardim, sonho de amor dissipado prismas de um
outubro sem cor.
C opyright © 2003, Teia dos Amigos - Todos os direitos reservados.Publicado: 06.02.2003 Última atualização: 07.03.2008 Webdesigner: Sonia Orsiolli |