NOVE DE DEZEMBRO

BADU

 

Pegou-o em seus braços em ritual da vida, na face lágrima emotiva no beijo de boas vindas.

O mundo lhe ofertou graças em um lindo despertar.

 

Um casebre muito pobre, na discreta manhã do dia nove  e era dezembro,disso eu sei!

 

No choro uma verdade, em sua fragilidade, menino herdeiro, riso faceiro em toda intensidade.

 

Um grito ou uma profecia, prenúncio de batalhas na memória que não falha, do sorrir e do chorar.

 

Determinados acontecimentos em rudes momentos, na insaciável mania de viver!

 

Corria na extensão que eternizava e por nada se deixava abater, e o limite pode perceber, não era o cansar dos pés.

 

Já sabia das chuvas de verão e na indecisão do sol, captou arco-íris que desfilou no olhar.

 

Saturou as perdas do coração na clausura das emoções intimidando a canção, desse silêncio o equilíbrio imperou.

 

Deixando pegadas, apagadas mágoas por não marcar o chão, em cada incisão o cicatrizar da dor.

 

Hoje ele sorri da manhã em que chorou em mesclas de sentimentos em caminhos para trilhar.

 

Seu jeito de amar silenciou primaveras, nessa espera em se libertar.

 

Contaram-me, desse tempo outros tantos eu ainda lembro, abraçou-me vida e era nove de dezembro!

 

yesbadu@yahoo.com.br 

 

 

 

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Publicado: 06.02.2003  Última atualização:  06.03.2008  
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