Veredas da vida

Lá do cosmo remoto de onde desci,
a este mundo tristonho para sofrer,
calcorreando a vereda que percorri
para meu único filho, fazer nascer!

No meu peito martirizado e doído,
há uma luz em embrião que brilha,
o meu corpo esbelto e tão sofrido,
em mágoas vai desbravando a trilha!

Pelas avenidas da cidade, hesitando
a cada esquina, escória encontrando
vou da vida absorvendo os sabores…

sozinho no mundo, aqui vou andando
este caminho de solidão, desbravando
gorados os afectos e outros amores!

Arlete Piedade - Fada das Letras

 

 

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