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Tributo à Loucura Ana Pismel
Se canto não é de alegre Mas para saudar a dor Se rio não é de contente Mas para acalmar o desespero Se minhas palavras são prolixas e sem sentido É para preencher o vazio escuro da minha mente Quanto mais procuro nela alguma verdade Mais constato o quanto ela mente Se fico em silêncio não é por não ter nada a dizer Mas, antes, por não poder dizer o que me causa dor Tenho vontade de esvaziar meu ser na neblina da debilidade Quando percebo que são mais felizes os que nada vêem Levo cicatrizes deixadas pelos espinhos de dois extremos Carregando comigo essa solidão Como se me afastasse a cada segundo Centenas de milênios da felicidade Vagando infame pelas trevas do meu mundo Pagando o preço da sanidade
Ana Pismel
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