Ai amor que saudades do que não
fizemos.
O tempo foi nosso
inimigo... ainda nos amaremos.
Mas que toda
noite me vem a lembrança!
Sonhe
então... O tempo chega, ele nos alcança.
Aquele banho
juntos no chuveiro, na banheira, mãos e
bocas a se explorarem,
São fetiches de um tempero...
são carícias para apaixonados se amarem.
Doce carinho,
molhado, suado, acalmado pela água que
escorre
Assim vivem os amantes que se
desejam e assim, o amor nunca morre.
E ao mesmo
tempo excita.
É
disso que a paixão necessita.
Pela leveza e
delicadeza com que percorre todos os poros
É
assim que eu a quero pois é nesse corpo
que eu moro.
Como se
quisesse compartilhar desse momento
sublime ,
Tomara que ele se perpetue
e sempre nos elimine.
No qual dois seres que se amam
atingem o céu,
Mas viver sem essa paixão, é
doloroso, é cruel.
Numa explosão
de cheiros, sabores e cores.
Que
mais posso querer senão morrer de amores.
Ah! Seus pelos molhados,
ensaboados, por mim acariciados.
Imagem pura de doce tesão e isso é
próprio de todos apaixonados.
Minhas mãos a
percorrer todo o seu corpo
Frenesi que me embala, me sinto
solto.
Até deterem
na parte do seu corpo que esta a exibir
todo o seu desejo de macho,
que esta
prestes a subjugar sua fêmea.
Subjugado sou eu por esse desejo... é isso
que eu acho.
Ai maravilhosa dança, ritmo
sublime do amor em busca do acorde final
Cadência que acelera o coração e a
emoção para acabar num orgasmo sem igual.
Que faz
tremer o corpo e levitar a alma e tudo o
mais se acalma.
Agora reina a paz, corpos
esmaecidos de um amor nunca esquecido.
Ai, que
saudade do que não fizemos.
Em
outro ponto do tempo nos encontraremos....
e aí então, o faremos.
No Leblon, Pontal do Paraná,
em 21/06/2004
Feliz por viajar nos sonhos sensuais da
amiga Valéria Alvares