Noite
Marilda de
Almeida
A noite parece
infinita,escura,nem a Lua
compareceu com o seu
brilho.
Ao longe se ouve o canto
dos grilos e o coachar dos sapos.
O pavor da solidão se
insinua no meu peito.
O vento canta a sua
canção mais triste e dolorosa,
pressentindo a minha
dor.
Tento adormecer, mais
tudo é em vão.
O sereno cai, a noite
está fria e úmida
e o pranto rola e molha
meu rosto.
Mergulho na saudade, que
me faz lembrar o teu
peito quente que me
afagava e me acalmava.
De tuas mãos que me
acarinhavam e secava as
minhas
lágrimas.
A noite vai morrendo, já
soluço mais devagar.
Já sinto os primeiros
raios da manhã batendo
em minha
janela.
O Sol adentrando pelas
frestas me traz a
esperança de vida e calor
para aquecer-me o coração.
Marilda
22/05/2006
Música : É tão triste
Veneza
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