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VIDA Juraci da Silva Martins
Quem poderá descrever-se ó Vida? Ciência transcendental do existir... Inexplicável Reflexo da plenitude, Célula fecundada pelo espírito Regada pelas veias do universo, Explosão vicejante das vicissitudes De todas as virtudes... És canto e encanto, és riso e pranto.
Revela-te nas vozes incendentes, Nos risos inocentes energia e luz. VIDA o que és então? Apenas te sentimos como sopro... Sentimento de Hiroshima Vibrante em plena sintonia... Estática nos rochedos e bronzes, Sensível em todo o sentimento.
Até a morte te gera, no grão soterrado. Alfa e omega de tudo e de todo. O mundo pasma em reverências... Ao sacrossanto Amém... Ao supremo inventor e criador. VIDA, marcas os tempos da evolução. Um peregrinar, um Dom Maior, Revezar de polens, A fecundar-te ó VIDA enternecida... Nascem os valores e penhores, Dons e dádivas em resplendores, Nada é inútil, nem riso nem pranto. Tu ó VIDA, no entanto, sempre és: Meio e canto, o tu do em todos.
Um eterno Creio... ópera das vicissitudes VIDA, quem poderá descrever-te Na mais explicita fidelidade? Apenas te sentimos... fermento do existir Afluir no universo... A desabrochar nos elementos... Pelo dom maior: o amor... No estremo gesto da infinitude Do supremo criador. Que te gerou, ó vida!
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Publicado: 06.02.2003 Última atualização:
18.04.2010
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