PREFÁCIO
 

Para eu escrever/comentar sobre o tema “Ilusão”, primeiramente, fui ver a etimologia da palavra e suas diversas acepções e conotações...

Aurélio, dentre outras, nos ensina que vem do Latim: [Do lat. Illusione.]. Passa-nos o ensinamento de que, dentre outras, há uma interpretação do termo “ilusão” que seria o: “Engano dos sentidos ou da mente, que faz que se tome uma coisa por outra, que se interprete erroneamente um fato ou uma sensação; falsa aparência”.

Nesse sentido, eu viajei no tempo, com minha capacidade (todos temos, apenas uns usam mais, outros menos), de devaneios e imaginação

 

emocional, e fui parar nos meus idos de criança.

Ah! Quando era criança adorava os mágicos de um modo geral. Todos eles verdadeiros “ilusionistas”. Fossem com cartas de Baralho. “Serrando" pessoas. Tirando coelho da cartola, ou fazendo desaparecer pessoas... Esse tempo se foi, mas as ótimas lembranças ficaram de tudo de bom que fiz e aprendi na minha infância e adolescência. Era um tipo de ilusão. Uma ilusão que me trouxe muita felicidade e alegrias – momentos “mágicos”!

Quando cresci, virei adulto, vieram as “ilusões” ou “desilusões”, principalmente as afetivas que fazem parte da vida da maioria dos humanos. Afinal, quem nunca chorou por uma paixão perdida? Um relacionamento que se rompeu? Nesse sentido, vem a explicação do falecido filólogo Houaiss, para uma outra conotação para a palavra ou termo ILUSÃO, a saber: “Promessa de prazer, felicidade, durabilidade etc. Que se revela decepcionante, dolorosa ou efêmera; esperança vã; decepção”.

Quem não se lembra de uma, sequer, situação análoga, impregnada na alma de uma decepção amorosa? Acho que só “passou” pela vida, ou seja, não viveu efetivamente, quem vem ao mundo e não chorou e se debruçou por/sobre esse tipo de decepção ou desilusão e, conseqüentemente, não cresceu espiritual e emocionalmente com ela.

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