Crescendo, morrendo. Havia cor em tudo
Menos na tua ansiedade que durou um ano.
Bonito aniversário... um ano!
Mas, um ano de que?
De tempo que passa,
Que corre e se esvai
Que se vai... como você.
De ilusão que nasce,
Que aumenta e que morre
Tal qual morre... seu amor.

Bonito amor... um ano!
Mas um ano de que?
Um ano de ânsias loucas
De sonhos em horas
Que sempre foram poucas.
Um ano que fez a mim
Tanto mal, tanto bem
Que afinal hoje só restou
Da ilusão - esta canção!

 

A PRIMEIRA VEZ QUE SONHOU
Célio Pedreira
 

Deu de alcançar as cumeeiras
olhos em ramas

cuidadosamente postas
no íngreme das horas.

Ilusão vasta
delicada renda
de tecer asas.
Pulsavam chãos
e a raiz
rompia o gesto
mas não alcançava palavra.

Janela e longe eram iguais
aparavam alvos
itinerários
como sorte de quem trilha
o nascente imaginário
da alma tenra.

 

VOLTARIAS
Cida Alfieri
 

Se visses a lágrima pura,
rolando transparente,
caindo no abismo da face,
contraída de dor,

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