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engana-se o que persegue, engana-se ao
pensar que terá à sua disposição uma tarefa fácil, se “vencer”
possivelmente experimentará uma decepcionante vitória.
Se for escolhido, ainda sentirá; durante alguns momentos; o orgulho de
ser aquele que vence, (se lhe for permitido) e buscará forças para mais
uma ereção, para experimentar de novo um de seus poucos orgasmos,
contrastando com os múltiplos dela.
Depois, quedará abatido, para descansar de toda força física,
intelectual, enfim de toda uma maratona de ufanismo com a qual pensou
ter vencido uma, e, tolo se sentira vencedor.
Continuará pensando que é o caçador, sem saber que sempre foi a caça,
que passou a ser mais uma cabeça de lobo pendurada na parede do
verdadeiro predador.
Meus pensamentos se voltaram para a letra da música The great pretender
Sim! Eu sou o grande fingido
Fingindo que eu faço bem
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...
Sim eu sou o grande fingido
Sem rumo num mundo só meu.
Eu tenho jogado o jogo, mas meu real se envergonha
...
Apenas sorrindo e alegre como um palhaço
Eu pareço ser o que eu não sou, veja você
Eu visto meu coração qual um palhaço
...
E continuo meu caminho, agora já (quase) com o controle total de minhas
pernas.
ILUSÃO
Maria Lindgren
“¿ Que es la vida?Un frenesi/ Una iliusión/ Una sombra/ Una ficción./Y el mayor bien es pequeño/ que toda
la vida es sueño/ Y los sueños sueños son”
Os versos do poeta espanhol Calderón de la Barca instalou-se em sua
cabeça desde pequena.. Sobretudo, aos quatorze anos – época complicada de adolescente, em que se acredita em
tudo, se sente tudo, se sabe tudo.
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