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ILUSÃO
Vyrena
No sol de teu olhar
embrenhei-me. Perdi o rumo!
Mergulhei fundo no abismo
de tuas retinas.
Esqueci de mim,
perdi-me em ti...
Naveguei
no desejo de ser tua,
afoguei-me na fantasia
de que me pertencias.
Acordei em marés
de desatino,
ao ancorar na praia
da realidade
e constatar
que me encontrava só!
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DOCE ILUSÃO
William Vicente Borges
Vila Velha – Primavera de 2006
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Mais que doce eram teus beijos.
Tão mais doces teus abraços.
Mais que doce era nossos encontros.
Tão mais doces teus afagos.
Mais eu doces eram teus olores.
Tão mais doces teus agarros.
Mais que doces eram teus versos.
Tão mais doces tuas rimas.
Mais que doces eram tuas promessas.
Tão mais doces teus sonhos.
Mais que doces eram tuas palavras.
Tão mais doces ditas aos meus ouvidos.
Mais que doces eram teus jeitinhos.
Que mal percebi que todas as coisas
não passavam de uma doce ilusão.
E agora, sozinho, depois que me deixaste.
Só me resta viver das doces lembranças
desta louca paixão.
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