Insurrectu
Sandra Ravanini

 

Um dia, enquanto o presente dominava a violência
na tempestiva e inconstante passagem do caminho,
onde o arrastão do sentimento em fuga da essência,
criava uma inexistência ébria, afogando no remoinho.

Voei nas asas da angústia buscando a reconstrução,
num vale descolorido que no templo de mim morria;
morri eu, num delírio insano tal o milagre do dobrão,
lutando contra o abraço do cansaço que me vencia.

Naquela ansiedade disfarçada no semblante épico,
como uma estátua tentando congelar o sofrimento,
aguilhoando um grito, traindo a dor do olhar cético,
aniquilando a ilusão, se da compaixão fiz juramento.

Assim, fiz da sina um poente habitando a coroação,
então, ante o halo farejando o pó de minhas pedras;
calo-me! Se, é meu o amor nas clareiras da escuridão,
eu dôo a mão à insurreição, e dou adeus e findo a era.
 

NÃO É ILUSÃO!
Sara Fuentes

 

Adoraria ser um sonho
e voar até você!
Fazer-lhe sonhar da maneira
que puder, do jeito que souber.
Acredite em você!
.
Acredite no sonho!
No sorriso de cumplicidade,
Nos meus braços abertos
Ansiosos por lhe envolver...
Acredite na esperança!
Acredite em você!
.
Acredite no sonho!
Nos dias tão lindos que vivemos,
Nos beijos que trocamos,
Na lágrima que choramos.
Acredite!
Acredite no amor!
Acredite em você!
.
Não acorde!
Abandone-se aos nossos sonhos...
Acredite!
Acredite em mim...
Acredite em você!

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