Ouço o sussurro das estrelas
tudo é fantasia do coração
o céu pintado de aquarelas
e o mundo pleno de emoção.

Sendo eu parte de mim
percorro o espaço com presença
assim como diminuto curumim
na força e no poder de minha crença.

E a ilusão qual alva alfombra
adoça e amacia meu estado d´alma
sendo ela minha própria sombra
vivida dentro, em minha calma.

 

Magias eternas

Ridamar Batista

 

A falta que faz sua presença
De tocar recantos escondidos
De beijos loucos confundidos
Entre mãos e corpos, indecência
Na língua solta, dedos inclementes
Suspiros roucos, medos e descrenças
Sua intimidade no meio de estranhos

Palavras soltas, nada de romance
Mais que amor, ternura, uma doença
Somente o corpo, sensações banais
Suspiros lânguidos, tremores infernais
Tua boca ébria e desorientada
Caverna dos assombros e mais nada
Em busca de vias subalternas
Invade tudo até as minhas pernas
E se distrai brincando qual menino
Viaja aceso neste desatino
Meu corpo, magias eternas.

Cheiro de cio
Ridamar Batista


O Flamboiant vermelho e despetalado
Forra o chão de colorido e sonho
Despertando o cheiro e a cor
De minha saudade.
A primavera se faz prolongada
De ventos e chuvas
E a terra umedecida
Canta e dança
Num cio repleto de prazer.
O seio intumescido
Enfeita-se de flores
E o perfume exala a tua presença.
 

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