Sabes muito bem, que tudo não passa de ilusão
Mas que fazer se te gosto é assim
Fazendo-me vibrar de emoção

Não, eu não quero a razão
essa não me deixa ser
Mas não posso negar,
tenho medo desse louco coração

 

ILUSÃO
Renato Baptista – Janeiro 2007

 

Por onde andarão
A temperança
E os versos lúdicos
Do coração-criança?
Em qual lugar
Se escondem as rimas
Ou mesmo as frases soltas
Que os sentimentos
Grafam nesse universo?
Tenho pena da minha pena
E do meu bloco amarelo
Que só admitiam
Palavras solenes

Com tempero marcante
Em doce ilusão
Mas eu vôo de peito aberto
Batendo com força
As asas do meu interior
Inspirando-me acima
Das nuvens
E no teu coração
Te encontrando na lua
E te levando comigo
Para sobrevoar os planetas
E nesse encontro
Encontro minha poesia
Que girava sem destino
Minha alma se enche de amor
E meus versos retornam
Fazendo minha pena
E meu bloco amarelo
Sorrirem
Adiando mais um adeus.
 

Gorjeios da ilusão...
24.01.2007 - 14:05h (resomar)

 

Fitava o tempo no gorjeio melancólico da ilusão...
Aguardava a escuridão no movimento desintegrado

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