E-book Ciranda Dançar

   

   

 

Agradecimento



Agradecemos à participação brilhante dos escritores do Brasil e do exterior na Ciranda Dançar. Agradecemos ao escritor e poeta J.J. Olivira Gonçalves que respondeu em dueto ao meu poema "Dançamos..." com o seu poema "Dancemos!" , dando origem à esta ciranda.
Nosso agradecimento especial à escritora e poetisa Malu Mourão a quem creditamos grande parte do sucesso da Ciranda Dançar, pelo modo competente e dedicado como divulgou a ciranda pelo Brasil e pelo exterior.
Agradeço também a Sonia Orsiolli, que com sua bela arte colaborou na inspiração dos escritores e poetas que participam desta ciranda.
Os objetivos da Ciranda foram alcançados através dos textos nela contidos sobre os diversos sentidos que o tema dançar oportuniza e a integração dos escritores e poetas do Brasil e do mundo em torno do mesmo tema – A DANÇA.

"A dança da vida faz bem
Enfrento o ritmo que vem."
 

Um abraço a todos.
Joyce – Lu@zul

 

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Participantes:

1. Joyce - Lu@zul
2. J.J. Oliveira Gonçalves
3. Luiza Porto
4. Fatima Mello
5. Efigênia Coutinho
6. Soninha Ferraresi Porto®
7. Lígia Antunes Leivas
8. Moacir et Selena
9. Maria do Carmo Giraldi
10. Anna Müller
11. Silvia Trevisan (Alegria**)
Curitiba-Pr
12. Manuela Silva Neves
13. Aurea Pinto de Miranda
14. Jorge Linhaça
15. OlgaMatos
16. Tere Penhabe
17.Vera Salbego
18. Tarcísio R. Costa
19. Simone Borba Pinheiro
20. Cibele Teixeira

21. Malu Mourão
22. Bill Shalders
23.Raquel Caminha Matos(Lindinha)
24. Ilka Vieira
25. ®Kate Weiss
26. Ieda Cavalheiro
27. Pilar Casagrande
28. Antonio Cícero da Silva
29. José Ernesto Ferraresso
30. Benedita Azevedo
31. Cida Valadares
32. Nadir Silveira Dias
33.
Conceição Tomé
34. Maria Mamede
35. Pinhal Dias
36. Armando Souza
37. Luiz Poeta - Luiz Gilberto de Barros
38. Nair G. de Assumpção
39. Mara Inez-LasLuces®
40. M_Jotah! - Maria José S. Arruda

 

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 À Guisa de Preâmbulo...

 

Dançar?

Dancemos!

Há quem diga que a Vida é uma dança.

Há quem diga que a Vida é um jogo.

Há quem diga que a Vida é um Aprendizado.

Há quem diga que a Vida é uma loucura.

Bem, há quem diga que a Vida é tantas outras filosofias mais... Tantos outros conceitos. Tantos outros pontos-de-vista. Tantas outras alucinações. E assim por diante. Para mim, poeta de Lira dolente e de tantos sentires, a Vida é tudo isso. Tudo isso e... muito mais! Confesso que não sou nenhum otimista que se preze. Considero-me, francamente, um realista – cuja Musa arrasta para os mais doidos Devaneios, para os mais enluarados Sonhos, para as mais dementes Utopias... Ainda assim, muitos, (sei!), acham-me profundamente cético. Bem, todos têm o direito de achar... Aprendi, com o velho e singular Machado – o de Assis – que a Alma humana é insondável... E prezo muitíssimo esse pensamento sobre a Alma humana – eis que a experiência de minha passagem por este também insondável Plano Terreno solidificou tão profunda filosofia machadiana. Viva o Velho Mestre Machado!

Mas, não deixando as filosofias de lado, (pois não posso ver o outro, ver a Vida, ver o mundo, sequer ver a mim mesmo, sem ela... e será que alguém pode?), a Vida é tão ínfima quão grandiosa, tão desbotada quão grandiloqüente, tão rasa quão profunda, tão bela quão medíocre... Vai depender de nós: atores nesta babel que é o mundo. Quando chegamos aqui, neste teatro milenar, temos na mão o “script”. Penso até que o Destino é o senhor de nossos rumos e que nos dê raras oportunidades para contrariá-lo. Respeito os mais otimistas e os mais “agraciados” do que eu e de outros tantos que pensam como eu. É mais fácil ser otimista quando as cartas da Vida nos são favoráveis. Quando a própria Vida é mais mãe do que madrasta...

Aos leitores, julgo de bom alvitre dizer que me sinto na obrigação de filosofar um pouco, deixando aqui alguns instantâneos de meu pensamento – enquanto homem-comum e poeta – sobre o ato gostoso e doído de viver. Creio que, no fundo, (ainda que possa dar a impressão do contrário), os “fios” desta modesta filosofia estejam perfeitamente interligados com a ciranda “Dançar” – de nossa entusiasmada cirandeira JoyceLu@zul. Os Xamãs norte-americanos dizem que a Vida é uma Teia... Que não há “fio” solto. Que tudo está interligado! Que o “corte” de um “fio” atinge toda a Teia... Numa ciranda, sabemos, damos as mãos. Giramos. Cantamos. Ou dizemos versos. Enfim, dizemos alguma coisa. Damos nosso recado... Em “Dançar” colocamos nossa poesia. Versos com ou sem rima. Todavia, o importante: expressamos nossos Sentimentos dentro de uma temática. Minha mãe dizia-me, quando era ainda curumim: “João, na Vida a gente dança conforme a música...” E concordo, em parte... Porque entendi, perfeitamente, esse ensinamento popular que minha mãe usou. Porém, aos trancos e barrancos, comecei a contrariar, não apenas esse dito popular, como a contrariar tantos outros... Quem sabe, loucura de poeta ou rebeldia de aquariano que se preza... Afinal, minha mãe era pessoa abnegada, resignada... Eu, pelo contrário, sou réu confesso: não o sou... Aliás, nunca o fui! Ah, quanta vez – por intuição ou teimosia – dancei um tango de bandoneon dramaticamente cortado, quando a orquestra tocava uma “Vie em Rose”... Quantas vezes me quebrei? Não sei. Não é o palco (des)improvisado da Vida o local onde se corre todos os riscos? Basta que se nasça! Que se dê o primeiro vagido! Filosoficamente: por que choramos ao nascermos? (Ah, a Vida e seus Enigmas: contundentes, indecifráveis Mistérios...)

Cabe-me, aqui, neste “convite” a filosofar comigo nesta “Dança-da-Vida”, agradecer à gentil amiga Joyce Lu@zul o carinhoso convite para rabiscar estas modestas linhas à guisa de preâmbulo ao presente “e-book”  “Dançar” – fruto da ciranda de mesmo título. E, ainda, agradecer à amiga Sonia Orsiolli – a quem ainda não conheço pessoalmente – que ofertou tão belo e inesquecível mimo, na forma de “e-book”, à Joyce. E creio que todos que estamos, aqui, com nossos versos – os mais vários e coloridos – somos gratos à Joyce e à Sonia, “dançando”, cada qual à sua maneira... Cada qual, segundo e seguindo os acordes dos passos de seus Sentimentos!

Obrigado,

J.J. Oliveira Gonçalves/JJotaPoeta      

Porto Alegre, 12 de julho/2007. 16h16min

 

 

 

 

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Publicado: 06.02.2003  Última atualização:  13.07.2007  
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